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10 de junho de 2026Guias

Tipos de caixas-palete de plástico: guia definitivo

Altas, baixas, vazadas e fechadas: descubra os tipos de caixas-palete de plástico e qual se adapta melhor ao seu produto e à sua campanha.

ÁMÁngela MolinaAsesora comercial
Tipos de caixas-palete de plástico: guia definitivo

Quando alguém nos liga a pedir "caixas-palete", quase sempre é preciso fazer três perguntas antes de dar um preço: o que mete dentro, como o move e quanto tem de aguentar. Porque sob a palavra caixa-palete, ou big box, que é o mesmo, há tipos de caixa-palete de plástico bastante diferentes: umas ventilam, outras são estanques; umas são altas, outras baixas; umas pegam-se com transpalete pelos quatro lados e outras só com empilhador. Escolher mal não arruína uma campanha, mas paga-se: fruta que aquece, colunas que abanam, câmaras desaproveitadas ou um armazém cheio de embalagem que não encaixa com a que já tem.

Este guia ordena os tipos de caixa-palete de plástico pelos critérios que realmente decidem a compra, com as medidas que gerimos em catálogo. Se ao terminar tiver claro que modelo pedir, cumpriu a sua função.

O formato base: 1200x1000

Quase toda a caixa-palete de plástico industrial que se move em Espanha parte da mesma pegada em planta: 1200 x 1000 mm. É a medida da palete industrial, por isso a caixa-palete entra limpa em atrelado, em câmara, em prateleira e na maioria dos tombadores do setor hortofrutícola. O nosso catálogo de caixas-palete de plástico trabalha integralmente sobre essa base.

O que muda de um modelo para outro é a altura, o tipo de parede e o sistema de apoio no chão. Essas três decisões são independentes entre si: pode ter um vazado baixo com patins ou um fechado alto com pés. Vamos por partes.

Altas e baixas: 780 ou 580 mm

A altura marca a capacidade e, sobretudo, o peso de cada coluna empilhada.

  • Big Box de 780 mm de altura: cerca de 610 litros de capacidade e até 500 kg de carga. É o padrão de campanha quando move muito volume e o produto aguenta o peso das suas próprias camadas.

  • Big Box de 580 mm de altura: cerca de 300 litros, com a mesma carga máxima admissível do modelo. Menos produto por unidade, colunas mais leves e um manuseamento mais cómodo, sobretudo dentro de câmara.

A regra prática: o alto de 780 ganha quando o estrangulamento é o espaço; o baixo de 580 ganha quando o estrangulamento é o manuseamento ou a delicadeza do produto. Se trabalha citrinos com muita rotação em câmara, o 580 maneja-se melhor e castiga menos as camadas de baixo. Se está a encher no campo e a transportar para a fábrica, o 780 poupa-lhe viagens.

Há um terceiro fator que se esquece: a altura útil da sua câmara e do seu atrelado. Se empilhando a quatro alturas com o modelo de 780 lhe fica meio metro morto em cima, talvez cinco alturas de 580 aproveitem melhor o espaço. Meça-o antes de comprar; é uma conta de dois minutos que lhe condiciona o parque durante anos.

Vazados e fechados: que respire ou que não pingue

Esta é a decisão que mais se erra, e é a mais fácil de acertar.

A caixa-palete vazada tem paredes e fundo calados. O ar circula dentro da coluna, o que evita condensação, pontos quentes e apodrecimento. É a que quer para fruta, verdura e hortaliça: produto vivo que continua a respirar depois da colheita. Também é mais leve e um pouco mais barata de mover.

A caixa-palete fechada tem paredes e fundo cerrados e estanques. Não pinga, não deixa passar nada e higieniza-se a fundo. É a que quer para carne e subprodutos, líquidos, produto húmido ou qualquer coisa que não deva contaminar o que tem por baixo na coluna. Numa sala de desmancha, uma vazada não é uma alternativa: é um problema.

Critério rápido: se o produto precisa de respirar, vazada. Se o produto pode largar líquido ou exige lavagem a fundo entre usos, fechada. E se tem dúvidas porque faz as duas coisas, colheita no verão, indústria o resto do ano, pondere dois lotes distintos em vez de um modelo intermédio que não faz bem nenhuma das duas.

Pés ou patins: como o levanta

O fundo da caixa-palete define com que máquina a pode pegar.

  • Com pés: três ou quatro apoios. É a versão mais leve e económica, estável em empilhamento estático, e maneja-se com empilhador.

  • Com patins: dois ou três longarinas corridas. Permitem entrar com transpalete além de com empilhador, e trabalham melhor sobre pavimentos com roletes ou transportadores.

Se no seu armazém só há empilhadores e a caixa-palete se empilha e se esquece, os pés chegam-lhe bem para tudo e custam menos. Se há transpaletes, cais com linhas de roletes ou pessoas a mover unidades soltas à mão, os patins pagam-se sozinhos em tempo. Atenção: misturar pés e patins no mesmo parque complica o empilhamento cruzado, por isso decida e seja consistente.

Extras que mudam o uso

A tampa converte a caixa-palete num contentor fechado: protege do pó, da chuva e da intempérie e dá mais segurança ao empilhar no exterior. Faz sentido em armazenagem longa ou transporte prolongado, não tanto em campanha rápida.

E depois há as peças de substituição. Um pé partido ou um patim partido não dão baixa a uma caixa-palete: em acessórios tem pés, patins centrais e laterais, tampas e plaquetas compatíveis com os modelos padrão de 1200x1000. Trocar a peça custa uma fração de repor a unidade.

Que tipo de caixa-palete pedir: decida em cinco minutos

  1. Defina o produto: respira ou pinga? Isso dá-lhe vazado ou fechado.

  2. Meça a sua câmara e o seu atrelado: isso dá-lhe 780 ou 580.

  3. Veja a sua maquinaria: só empilhador, pés; transpalete ou roletes, patins.

  4. Verifique que embalagem já tem: empilhar modelos compatíveis vale mais do que poupar uns euros num modelo órfão.

  5. Calcule o uso anual: se só precisa dela no pico de campanha, veja o aluguer de caixas-palete antes de comprar.

Esse último ponto é o que mais dinheiro move. Comprar faz sentido quando a embalagem trabalha boa parte do ano; se o seu parque está parado oito meses, está a pagar armazenamento por embalagem imobilizada. E se já lhe sobram unidades de campanhas anteriores, compramo-las ou entram no nosso circuito de reutilização e reciclagem.

Cada setor puxa para um modelo diferente, hortofrutícola, cárneo, alimentação, logística, indústria; pode ver as recomendações por setores ou resolver dúvidas soltas nas perguntas frequentes.

Tem claro o uso mas não o modelo? Diga-nos o que mete dentro, quantos quilos e com que máquina o move, e dizemos-lhe que caixa-palete pedir e em que estado lhe convém, novo ou em segunda mão revisto. Escreva-nos para pedir orçamento ou ligue-nos.

De quantas caixas-palete preciso?

Diga-nos o volume que vai movimentar e dizemos-lhe quantas unidades precisa, de acordo com a capacidade do modelo.

Precisaria aproximadamente de
Pedir presupuesto

Estimativa orientativa com base na capacidade da embalagem. O enchimento real depende do produto: se nos disser o que vai movimentar, afinamos consigo.